if you walk out on me, i'm walking after you


bruna, 30 anos. i am i am i am.

if you walk out on me...
i'm walking after you.

links fantásticos |


29.8.16

cheia... não. completa... não. transbordando!

bruna | 11:43 | 0 comentários


3.11.14

cresci numa casa bem engraçadinha, onde pairava no ar a ausência mentirosa de machismo e de um conservadorismo tacanho. não existe machismo, mas meu pai sugeriu que minha mãe ficasse em casa para cuidar gente. o mesmo pai que pode fazer o que quiser e sempre vai ser visto como o provedor, mesmo que esse não seja exatamente o papel dele. também acho engraçadinho toda vez me perguntarem sobre o daniel quando eu saio com meus amigos.
uma coisa que sempre me incomodou são as repreensões que eu recebo e meu irmão não. meu barulho incomoda, meus hábitos incomodam, tudo que não esteja de acordo com a vontade do deus-supremo-provedor-da-casa é uma repreensão. eu também não dirijo direito, não posso correr, não posso ser responsável em como exerço meu direito de ir e vir. este último, pelo menos, ainda não cortaram, é coisa de gente civilizada. ou não. o carro que dirijo é mais uma dessas ausências mentirosas de machismo: ando no conforto de um carro, só tenho que levar minha mãe onde ela precisa ir. não é papel do homem ser motorista da mulher. os homens são importantes demais.
amo muito meu irmão, mas ele apreendeu cedo a arte de ser imbecil com as mulheres e nunca recebeu uma repreensão. como se fosse bonito... já eu? será que eu nunca vou dar netos à eles? será que é falta de pulso do meu namorado? porque, poxa, já são quase 10 anos.
devo sempre prestar muita atenção nos perigos do mundo e ponderar bem se devo ou não me jogar. também tem essa: sou arquiteta (profissão de quem não é dondoca suficiente para ser decoradora e nem homem suficiente para ser engenheiro), na prática não entendo tanto assim de construção e de obra, eles entendem!
sempre fui cuidada, supervisionada, repreendida. fico em dúvida se é o resultado de um pensamento tão enraizado que é difícil fazer diferente ou se é intencional, pois toda vez que minha voz incomoda, sou posta no meu lugar de mulher que deve ser submissa. toda vez que sou questionada, na verdade é minha capacidade que está sendo desmerecida. ser cuidada é ser mantida na rédea curta, mas agora está tudo bem, meu namorado cuida de mim. (ele não cuida)
entendo que não é por mal, mas enche o saco. entendo que algumas escolhas da minha mãe foram mais conseqüências que escolhas e quando ela tenta por panos quentes é o jeito dela de manter tudo normal. entendo tudo e não aceito, é assim que funciona na minha família engraçadinha.

bruna | 00:25 | 1 comentários


17.6.14

Eu quero ficar reclusa enquanto ele gosta de fazer o que deve ser feito.

bruna | 22:11 | 1 comentários


26.7.13

A: meu amor, não esquenta nunca. tô cogitando ir morar na bahia ou em belém do pará. ou comprar umas blusas novas, o que for mais viável. você volta hoje, né?

B: Podemos pensar nas alternativas, o negocio talvez seja ter residências em cada parte do mundo para migrar conforme as estações. Talvez comprar blusas seja mais viável...

B: Hoje eu devo voltar, acho que não vai ter nada que vai me fazer ficar por aqui. Mas o mundo é dinâmico... Saudades imensas de você.

A: o dinamismo podia estar presente nas variações climáticas. :)

A: saudades de você também. é muito difícil manter um relacionamento a distância no frio. :P

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bruna | 11:35 | 0 comentários


8.3.13

ontem a aula de ballet foi epic win. só pra constar.

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bruna | 09:09 | 0 comentários


5.3.13

poderia estar dormindo, mas estou sonhando acordada com a minha sapatilha de ponta.

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bruna | 22:57 | 0 comentários


24.10.12

Amanhã é meu aniversário, ou não, se pensar que fui registrada com um dia de atraso. Pela primeira vez não me sinto confortável com isso, não é como se estivesse triste por estar ficando velha. Não, não é isso. Foi o tempo que passou e isso não tem nada a ver com a idéia de estar mais velha, podia estar feliz e cantando: "se chorei ou se sorri, o importante é que emoções eu vivi". Neste último ano passei por coisas muito legais, viajei para lugares diferentes, comi coisas novas, contudo, sempre senti a sombra da nostalgia e não gosto de me sentir nostálgica, dá aquela impressão que tudo que você viveu está distante demais, mesmo que seja no mês passado.

Passei a vida toda esperando pelo "grande momento", mas parece que cheguei atrasada e perdi o timming. Então fica aquela sensação de gravidade zero, quando o astronauta fica remando no vácuo e não sai do lugar. É isso, eu tô remando no vácuo, mergulhada no vácuo... afogada no vácuo. Deve ser aquele papo que as pessoas falam sobre ser a mais nova geração perdida, em que as pessoas não crescem nunca. Sei lá, até certo ponto todas as gerações são meio perdidas, ser uma geração é muito tempo. Nessa década inventaram o napster, o iphone e a Lena Dunham, muitas vozes de uma geração juntas na mesma geração.

Amanhã faço 27 anos e não tenho perspectiva nenhuma, de nada. Cheguei a cogitar em me inscrever para um programa de au pair na França, mas crescer faz a gente pensar muito em causa e conseqüência, e sobre ter preguiça da causa e medo da conseqüência. Enfim, deu preguiça. Sinceramente, não queria terminar esse texto de forma deprimente, mas pessoas sem objetivo, seja lá qual for, são meio deprimentes, então tá tudo bem. Li ontem que as pessoas aceitam o amor que acham que merecem, acho que pessoas aceitam a vida que acham que merecem.

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bruna | 21:53 | 0 comentários


7.10.12

acordei com diarreia, tô cagando de rir. ¬¬

bruna | 13:44 | 0 comentários


25.8.12

hoje, ouvi uma música que não ouvia há muito tempo e foi uma lembrança tão forte que senti cheiro do breu como nos tempos que passava as tardes estudando violino.

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bruna | 00:29 | 1 comentários


21.8.12

um post para falar da rússia. por que rússia? não sei muito bem explicar, tem alguma coisa com tolstoi e anna karenina. um apelo tão forte que é difícil de entender.
a rússia tem o cheiro adocicado daqueles cigarrinhos fininhos e lá os dias não têm fim. as noites são brancas, pelo menos pra mim. as igrejas parecem um misto de bolo de festa e caixinha de música. as babushkas estão por todos os cantos pedindo esmola e tentando vender sapatinhos de camponês, parte o coração da gente.

em geral, os russos são gentis e prestativos, ainda que tenham um jeito de falar meio truculento. havíamos acabado de chegar, estávamos procurando o hostel - meio turista meio cansado - quando uma senhora que só falava russo nos parou, pegou o papel da nossa mão e nos ajudou a achar o endereço, mesmo sem ninguém se entender direito. naquela hora me senti em casa e nada poderia me abalar. não foi a única vez que um russo nos ajudou gratuitamente e por vontade própria, se não fosse por uma moça russa não conseguiríamos comprar a passagem do trem e sem o casal de russos no trem teríamos jantado sei-lá o quê. e quando a linguagem é uma barreira, o povo se reinventa, faz mímica, arrisca um inglês e quando não tem mais jeito ele abre o google translate e pronto. menos os funcionários públicos, ele ainda trabalham num ritmo soviético, aliás o serviço público no geral funciona no ritmo soviético. a organização impera! no espaço, na forma, na execução das tarefas, na limpeza, no metrô... a organização impera, chega ser até meio opressor. os corredores das estações são divididos ao meio, você deve andar sempre à direita e se houverem duas escadas, uma é para subir e outra para descer, não ouse ser transgressor e descer pelo lado errado, você pode ser pisoteado.

todo mundo tem uma opinião sobre o grupo pussy riot, e qualquer que seja a sua, saiba que elas têm motivo. existe uma força opressora que opera e pesa nas costas de quem quer quer seja, se você sair fora da linha já era. um carro de polícia surge do nada em alta velocidade e se encarrega do recado. por várias vezes tive medo. não sei explicar, parece que eles lutam para esquecer de um regime enquanto observam outro regime começar.

na rússia tem de tudo: tolstoi, dostoiesvky e gorki. tem carros importados em alta velocidade, cidades que são cortadas por canais, metrôs interligados à bunkers, capitalismo exacerbado. tem o mausoléu do lênin na frente do gum, que hoje vende somente marcas caríssimas e exclusivas. tem uma legião de turistas chineses. tem o palácio mais lindo do mundo. tem catarina, lênin e putin. tudo junto.


























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bruna | 23:05 | 2 comentários


9.8.12

era para escrever sobre as férias, mas ainda não dá. estou trabalhando uma série de questões particulares e ainda não cheguei à conclusão alguma.
estive pensando nessa coisa de 2012, na profecia maia e tudo mais. eles não pregaram o fim do mundo, como todo mundo diz, eles só disseram que as coisas como a gente conhece não seriam mais como a gente está acostumado a conhecer. isso mexeu comigo. ando com medo das mudanças, sabe?
enfim, fez um click em mim. não quero que tudo mude enquanto ainda tenho um monte de assuntos mal-resolvidos. aí tive uma ideia para um projeto pessoal, no qual tenho como prazo dia 21 de dezembro deste ano, para resolver todos os assuntos não resolvidos e dizer tudo que tem que ser dito, livre. para ser livre.

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bruna | 11:34 | 0 comentários


10.4.12

então mundo, vi o foo fighters. morri.





















agora, contagem regressiva para as férias.

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bruna | 10:27 | 0 comentários


1.2.12

sempre penso se não teria sido melhor se ele nunca mais voltasse.

bruna | 22:51 | 0 comentários


31.1.12

enquanto todo mundo está curtindo o amor de verão da bocuda lana del rey, estou emocionalmente dependente do james mccartney. ele é inglês, filho do paul mccartney, bem-vestido, gordinho, musicalmente impecável, feio de doer e deixa os pelinhos do peito aparecendo. o mais novo amor da minha vida.

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bruna | 14:48 | 0 comentários


29.1.12

em um namoro de muitos anos a intimidade e a cumplicidade normalmente são grandes o suficiente para não haver assuntos "não conversáveis", mesmo assim há um tabu a ser vencido pela sociedade: a higiene pessoal. com o passar do tempo ameniza mas sempre será um tabu. quando peidar na frente do seu namorado? pega nada fazer xixi de porta aberta? unha encravada no pé broxa?

estas são perguntas sem resposta, pelo menos pra mim.

todo mundo que lê este blog sabe que estou desde o final da adolescência namorando o mesmo cara, já são quase dez anos meu povo. e se alguém realmente lê isso aqui deve saber que não tenho muito problema com a porquice humana: ai, meu namorado tem chulé! manda ele ficar de tênis. ai, ele fica com o hálito estranho quando está há muito tempo sem comer... entope ele de comida! convenhamos, uma pessoa que lava a cabeça no máximo três vezes por semana não tem envergadura moral para questionar a assepsia de qualquer outro ser vivo.

enfim, meu problema é mais complicado.

meu namorado é bem limpinho, mais limpinho que eu pelo menos. porém ele tem um péssimo hábito alimentar, fora os derivados do trigo (entende-se como pão, macarrão e massa de pizza), os únicos alimentos de ordem vegetal que ele come são: arroz, feijão, batata, cenoura, tomate, milho e alho e cebola raladinhos no tempero. estou deixando o açúcar e o cacau por motivos agroplomísticos. imagine o sistema imunológico deste rapaz. não é de se admirar que ele esteja resfriado em finais de semana alternados. não tenho problema algum com isso, na verdade até me preocupo com o seu bem-estar, o que incomoda que é, às vezes, o nariz dele escorre em mim. e isso me mata lentamente.

meu, já se imaginou dormindo de conchinha e de repente o nariz do cara escorre na sua orelha? são só fluídos corporais, compreendo, mas não acho legal ficar pensando nisso. enquanto isso acontecia uma vez por ano relevava numa boa, até o dia que ele foi me dar um selinho (um SELINHO, brasil!!!) e o nariz dele escorreu dentro no meu nariz, na narina direita para se mais exata. como uma hipocondríaca dedicada, na mesma hora meu nariz entupiu e a garganta deu sinais de inflamação. fiquei bem brava na hora, não sei a gripe vai vingar, não posso lidar com esta situação. sabe, eu sou o tipo de pessoa que tem, no máximo, 3 gripes por ano, sendo que uma delas na verdade é laringite.

sei que vou sobreviver e provavelmente isso vai acontecer de novo a não ser que ele comece tomar centrum todo dia, mas já que é a terceira vez, pega nada peidar na frente dele, né?

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bruna | 21:05 | 4 comentários